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Trabalhador deve pensar em longo prazo

Quem se aposenta muito cedo cai na tentação de uma segunda renda sem perceber que perde no longo prazo


É consenso entre os especialistas em Previdência Social ouvidos pela FOLHA de que o trabalhador que se aposenta muito cedo cai na tentação de uma segunda renda em curto prazo, sem perceber que perde, e muito, no longo prazo. Com a adoção da fórmula 85/95, eles preveem que mais pessoas devem abandonar o fator previdenciário, que diminui o valor do benefício.


A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, afirma que um homem que tenha contribuído sempre com o máximo possível e se aposente hoje com 53 anos, dos quais 35 de contribuição, deixará de receber o teto de R$ 4,7 mil para ganhar cerca de R$ 3,1 mil ao mês. Pela fórmula de pontuação, com mais três anos e meio a pessoa atingirá 95 pontos e poderá se aposentar com o valor integral. "Hoje, quando a pessoa está empregada e passa a receber a aposentadoria, ela pensa que fez um bom negócio. Mas quando deixar de trabalhar, a renda dela cairá muito e essa diferença de R$ 1,6 mil pode pagar, por exemplo, o plano de saúde no momento em que mais precisa dele", diz.


O consultor econômico Cid Cordeiro lembra que o fator previdenciário foi criado com o objetivo de retardar o pedido de aposentadoria, mas, na verdade, acabou fazendo com que o valor diminuísse pela dificuldade em chegar aos 60 anos para mulheres e 65 para homens. Por isso, diz que poderia até ser abolido pelo governo. "O que o País precisa é de crescimento econômico, para gerar empregos, elevar a renda e gerar mais receita na Previdência." (F.G.)


 

Fonte: Folha de Londrina