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Indústria de madeira tem ociosidade de 30%

O setor de madeira processada chegará ao fim de 2014 com uma média de 70% de uso da capacidade instalada, segundo a Abimci (associação de fabricantes da área).

 

A ociosidade de 30% supera a taxa registrada em anos anteriores, que historicamente sempre esteve abaixo do patamar de 10%, ainda de acordo com a entidade.

"O crescimento [da inatividade] é reflexo de um mercado interno ruim no decorrer de todo o ano de 2014", diz Paulo Pupo, superintendente-executivo da associação.

 

A desaceleração da construção civil neste ano influenciou de forma negativa a venda de madeira.

"A construção é o nosso principal mercado, mas, no conjunto, o ritmo mais fraco de outras áreas da indústria, como as de embalagens, móveis e metalomecânica, também puxou para baixo o nosso desempenho."

Se dentro do país o ano foi de recuo, as exportações de madeira processada, por outro lado, colaboraram para que a ociosidade do parque fabril não fosse maior.

 

Com a economia dos Estados Unidos em fase de retomada, os embarques de madeira para o país têm crescido de forma progressiva.

"As vendas, aos poucos, estão retornando aos mesmos níveis de antes da crise, em 2008", afirma Pupo.

 

De forma global, as exportações dos dois principais produtos do setor, a madeira serrada de pínus e o compensado, cresceram 33% e 8%, respectivamente, no acumulado de janeiro a novembro.

 

Fonte: Folha de S.Paulo