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Centrais defendem alternativas rumo à retomada do emprego e crescimento

Centrais Sindicais e empresários do setor produtivo estiveram nesta terça (12) com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, para entregar documento com propostas emergenciais que apontem para a retomada da economia do País.


Em cerimônia com participação de ministros e líderes do Congresso, sindicalistas e representantes da indústria defenderam a adesão de medidas emergenciais, como ampliação do crédito e a redução dos juros como fatores determinantes a uma mudança no horizonte.


José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, defendeu, por exemplo, a retomada de obras públicas para alavancar a construção civil e impulsionar a geração de empregos.


“Torna-se urgente a retomada das obras públicas paralisadas e a construção de novas moradias populares, isso trará de volta os milhares de trabalhadores da construção civil que estão desempregados. Note-se que é o setor da economia que mais gera emprego, porém em 2016 foram perdidos 358.679 empregos, em 2017, já perdemos 33.164 empregos”, destaca.


Em contato com a Agência Sindical, Calixto comentou que o foco da conversa foi econômico, focando a retomada da economia e do emprego. “Nosso anseio é sempre pela diminuição da taxa de juros. Desejamos que o governo trabalhe de forma equilibrada”, acrescenta.


O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, reforçou a importância da concessão de crédito e a necessidade de facilitar o acesso para micro e pequenas empresas. “É fundamental que os recursos não sejam apenas para grandes empresas”, diz.


“A Nação reclama respostas urgentes para o drama do desemprego. A quem interessa o Brasil da maneira que está? Um consenso nacional nos trouxe aqui para dizer que é possível encontrar alternativas para retomada do emprego e desenvolvimento”, frisa Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.


Paulo Pereira da Silva, deputado federal e presidente da Força Sindical, ressaltou que o governo precisa fomentar a economia e gerar empregos. O sindicalista reforçou, ainda, a necessidade de acelerar a queda da taxa de juros, que segue em patamar inaceitável.


“Precisamos rever a questão da importação, retomar as obras públicas, investir nas obras paralisadas e implantar a renovação da frota”, completa Paulinho.


Temer encerrou a cerimônia destacando a importância do diálogo entre governo, empresários e sindicalistas. Ele manifestou interesse em repetir a iniciativa, apontando para a instalação de uma ampla comissão com representantes de todos os setores para conduzir esse diálogo.


Fonte: Agência Sindical