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Com flexibilização do isolamento, brasileiros voltam a buscar vaga e desemprego sobe a 13,1%

Depois de ficar três semanas estável, o desemprego voltou a subir no país. Dados da Pnad Covid, do IBGE, mostram que 12,4 milhões de brasileiros procuraram uma ocupação na última semana de junho e não encontraram. Com isso, a taxa subiu de 12,3% para 13,1% em uma semana.

 

A flexibilização das medidas de distanciamento social começaram a gerar sinais no mercado de trabalho, fazendo com que o desemprego voltasse a subir no país. Entre a terceira e quarta semana de junho, mais de 675 mil brasileiros ficaram desempregados.

 

Em sete semanas, o contingente de desempregados no país aumentou em cerca de 2,6 milhões de pessoas - uma alta de 26%.

 

— A população desocupada e em busca de ocupação aumentou 26%, em relação a primeira semana de maio — disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

 

O número de desempregados não vinha subindo o que se esperava diante do tamanho da crise do coronavírus, pela impossibilidade de procurar trabalho, o que caracteriza o desocupado. Pela metodologia do IBGE, é considerado desempregado quem procura emprego e não acha.

 

Apesar de alto, o número de desempregos é ainda maior na economia brasileira. De acordo com o IBGE, há 17,8 milhões de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e não procuraram emprego por causa da pandemia ou por falta de trabalho onde vivem. São 487 mil pessoas a mais que entraram nesse grupo em uma semana.

 

— A pandemia vem, cada vez mais, deixando de ser o principal motivo que as pessoas alegam para não ter procurado trabalho — disse Maria Lucia.

 

A flexibilização das medidas de distanciamento social também tem levado a uma volta dos trabalhadores afastados ao trabalho. Semana a semana, o número de brasileiros que estão retornando às ocupações aumenta. Somente na última semana de junho, 800 mil brasileiros voltaram a trabalhar.

 

Se comparado desde maio, 6,3 milhões de brasileiros que estavam afastados do trabalho já voltaram a trabalhar.


Fonte: O Globo