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Cesta básica de Curitiba sobe 7,24% em novembro

A cesta básica de Curitiba teve alta de 7,24% em novembro. Este foi o maior aumento desde março de 2014. A elevação dos preços não foi uma situação isolada registrada somente em Curitiba. O aumento foi generalizado nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em novembro, Curitiba teve a sétima cesta mais cara e o sexto maior aumento entre as capitais.

A alta foi influenciada por questões climáticas e por produtos que foram afetados pelo câmbio como açúcar, soja e carne. O economista do Dieese, Fabiano Camargo da Silva, explicou que o aumento do dólar favoreceu as exportações de carne, reduzindo a oferta do produto no mercado interno e, por consequência, elevando o preço.

Dos 13 produtos pesquisados pelo Dieese, 12 tiveram aumento. O café foi o único item com queda (-1,31%). Segundo Silva, os produtos que mais influenciaram o aumento da cesta em novembro foram banana (36,76%), batata (27,68%), açúcar (14,21%) e tomate (12,53%).

O economista explicou que a banana e a batata foram afetadas pelo excesso de chuva que reduz a oferta dos produtos. O aumento do preço do açúcar (14,21%) foi influenciado pela maior produção de etanol, o que faz diminuir a cana-de-açúcar direcionada para a fabricação de alimento. O tomate sofreu com chuvas em algumas regiões e com calor em outras.
Também ficaram mais caros em novembro o óleo de soja (5,88%), a carne (3,30%), o arroz (2,41%), o feijão (1,84%), a farinha de trigo (0,92%), a manteiga (0,81%), o pão (0,47%) e o leite (0,42%). Silva disse que o trigo e, consequentemente, o pão também foram afetados pelo câmbio.

De janeiro a novembro, a cesta básica subiu 18,81% na capital. O economista ressalta que alguns produtos subiram muito mais que a inflação. É o caso da banana que aumentou 79,35% no ano, a batata (40,65%) e o tomate (28,66%). Nos últimos 12 meses encerrados em novembro, a cesta ficou 17,54% mais cara influenciada principalmente pelos aumentos da batata (47,86%), banana (62,83%), açúcar (26,16%) e carne (18,76%).

Em novembro, o custo da cesta para uma família curitibana (formada por um casal e duas crianças) foi de R$ 1.125,78 e para um trabalhador, de R$ 375,26. O Dieese apontou que a cesta representou 51,76% do salário mínimo líquido em novembro contra 48,27% em outubro. A entidade calcula que o salário mínimo necessário para atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família seria de R$ 3.399,22.

Além de Curitiba, o preço da cesta básica registrou alta no mês de novembro nas outras 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Brasília foi o local com a maior alta (9,22%), seguida por Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). Na outra ponta da tabela, Belém registrou a menor elevação (1,23%).

Entre dezembro de 2014 e novembro de 2015, as 18 cidades pesquisas pelo Dieese registraram alta no preço da cesta. Salvador foi a capital com a maior variação (26,40%), enquanto Belém registrou a menor (7,74%), informou o Dieese.

A pesquisa mostra também que todas as capitais apresentaram aumento nos preços de janeiro a novembro de 2015. A capital baiana novamente chamou a atenção, registrando elevação de 20,69%; seguida por Campo Grande (19,55%) e Curitiba (18,81%). Belém (5,87%) e Goiânia (6,85%) registraram as menores variações.


Fonte: Folha de Londrina