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Convenção Coletiva da Construção Civil segue sem definição após quarta rodada de negociações

Representantes do SINTRACOM MARINGÁ e do Sinduscon-NOR/PR estiveram reunidos nesta sexta-feira, dia 22, para realização da quarta rodada de negociações para a formatação da Convenção Coletiva 2016/17 da Construção Civil. A reunião aconteceu no auditório do SINTRACOM, em Maringá.

 

No encontro o sindical patronal apresentou proposta de reajuste no valor de 9,82% dividido em duas vezes, sendo 7% imediatamente e o restante em janeiro do próximo ano. A proposta foi rejeitada pelo SINTRACOM. Segundo o presidente Jorge Moraes, esse modelo de reajuste é prejudicial ao trabalhador. “Não tem como aceitarmos uma proposta com parte do aumento em janeiro, porque assim vamos perder o 13º. Por isso, vamos continuar negociando. Então peço aos trabalhadores um pouco de paciência”, afirmou. Uma nova rodada de negociação vai acontecer na próxima sexta-feira, dia 29.

 

O secretário geral da Fetraconspar, Reinaldim Barboza Pereira, que acompanhou a reunião, explicou que outras categorias já fecharam sua convenção coletiva com percentuais semelhantes ao que o SINTRACOM está buscando. “Outras categorias, como cerâmica e mármore, já fecharam as negociações com a reposição da inflação sem parcelamento. Então, fica difícil o sindicato patronal da Construção Civil querer fechar em duas vezes”, explicou.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Umuarama (Sintricomu), Marcos Antonio Beraldo, que também participou do encontro, o parcelamento prejudica principalmente os trabalhadores que ganham menos. “Essa diferença até janeiro pro servente dá mais de 300 reais”, exemplifica.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Cianorte Sebastião Lima da Silva também participou da reunião.