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Segmento da construção tem melhora em junho

As vendas de materiais de construção interromperam uma sequência de cinco quedas e registraram alta de 5,5% em junho ante maio, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal do comércio (PMC). Apesar disso, o desempenho não recupera as perdas anteriores, destacou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do órgão, Isabela Nunes Pereira. "A queda acumulada nesses cinco meses (de janeiro a maio) foi de 9,4%. Então, a alta de 5,5% não compensa o desempenho anterior."

 

Na comparação com junho do ano passado, as vendas de material de construção tiveram alta de 1,1%, também interrompendo uma sequência de cinco recuos. Nesta base, porém, os dados do varejo foram beneficiados pelo calendário, que teve um dia útil a mais do que em igual mês de 2014, quando houve alguns feriados informais durante a Copa do Mundo, ressaltou a gerente.

 

Para o economista Marcos Rambalducci, da Acil, é preciso entender que o consumidor reduz a demanda por produtos que consegue adiar ou que são mais caros, por receio do futuro. "Também tivemos muitos incentivos do governo para elevar o consumo, como redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros e eletrodomésticos, o que elevou a aceleração das compras. E não são coisas que se troca a todo o momento", diz. "No caso de móveis, de materiais de construção, a compra depende da urgência", completa.

 

Entre as principais retrações em junho sobre o mesmo mês de 2014 estão as vendas de móveis (-17,6% no Paraná e -10,2% no País), eletrodomésticos (-11,7% e -15,1%) e veículos e peças (-6,6% e -6,4%). Os que mais cresceram foram materiais de escritório, comunicação e papelaria (31,9%), saúde e beleza (5,9%) e combustíveis (4,4%) no Paraná. No País, foram materiais de escritório (7,9%) e saúde e beleza (6,2%).

Fonte: Folha de Londrina