Os presidentes de diversos sindicatos de Maringá, o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi e representantes da 15ª Regional de Saúde de Maringá, juntamente com o diretor do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, David Claret Bueno, e o médico do Trabalho, Zuher Haydar, estiveram participando ontem de uma reunião para a implantação do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Maringá e região. De acordo com Bueno, o encontro teve por objetivo criar políticas relacionadas à saúde do trabalhador. “Seria mais uma conversa para traçar um perfil epidemiológico, organizar uma agenda e diagnosticar como está a assistência ao trabalhador, a vigilância ambiental e sanitária, o controle social e também a criação de um Cerest na Cidade”. O diretor disse que o Paraná está habilitado para receber 10 unidades do Cerest. Um está no município de Curitiba; outro é a coordenação estadual; na região macro norte um que engloba Londrina e Cornélio Procópio; macro norte dois que atua em Apucarana, Jacarezinho e Ivaiporã; macro campos gerais em Irati também composta pelas cidades de União da Vitória, Telêmaco Borba e Ponta Grossa; macro oeste em Cascavel que também engloba as cidades de Foz do Iguaçu e Toledo; a macro centro sul em Guarapuava juntamente com os municípios de Pato Branco e Francisco Beltrão; a metropolitana que é composta pelo litoral do Paraná e região metropolitana de Curitiba e duas macro noroeste: envolvendo Maringá, Paranavaí, Campo Mourão, Cianorte e Umuarama. “A proposta é um posto de fortalecimento da saúde do trabalhador. Muitas vezes, o trabalhador que sofre um acidente dentro do ambiente de trabalho não é identificado dentro dos postos de saúde para poder ser dado os devidos encaminhamentos”, ressaltou Bueno. Segundo o diretor, cada Cerest é composto por cinco profissionais e caberia o Estado fazer um concurso público para a contratação desses profissionais para atuarem dentro do centro. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Maringá, Jorge Moraes, o encontro é um marco para os trabalhadores pois, com o centro, será possível uma triagem para todas as doenças e acidentes relacionados ao trabalho. “Por isso, é de extrema importância a ajuda e colaboração dos sindicatos, da Secretaria de Saúde e a da 15ª Regional de Saúde de Maringá. Cerca de 70% das pessoas que procuram atendimento médico são vítimas dentro do trabalho, por isso, é necessário haver maior capacitação dos profissionais de saúde na rede de atendimento.” Moraes salientou que gostaria que fosse definido na reunião um plano de ação com prazo e também de cursos de capacitação que especializassem médicos para a área de medicina no trabalho. Durante o encontro, Nardi comentou que há cerca de dois anos e meio já houve em Maringá uma discussão sobre esse mesmo assunto. Porém, não descartou a implantação do Cerest na Cidade para o fortalecimento da saúde do trabalhador. No final da reunião ficou decidido que ainda neste mês haverá um curso de capacitação interna entre a Secretaria Estadual de Saúde, a Secretaria de Saúde e a 15ª Regional de Saúde de Maringá de dois ou três dias e também uma outra capacitação para a rede básica de saúde e profissionais sobre medicina no trabalho, para depois iniciar o trabalho de implantação da Cerest na Cidade. CEREST De acordo com o Ministério da Saúde, os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador através da prevenção e vigilância. Existem dois tipos de Cerest: os estaduais e os regionais. Os centros tem por finalidade capacitar a rede de serviços de saúde, apoiar as investigações de maior complexidade, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica, subsidiar a formulação de políticas públicas, apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e entre outros itens.
fonte: www.maringamais.com.br
Fabiane Giandotti Foto:
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