Juliana Fontanella
jufontanella@odiariomaringa.com.br
A expectativa para este ano é continuar neste ritmo, com previsão de investimento de R$ 202 bilhões em construção por todo o País. De acordo com o diretor de Economia e Estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-PR), Cláudio Alcalde, Maringá espera um crescimento de 10% para 2010.
O setor de construção civil atravessou a pior fase da crise econômica internacional sem grandes perdas. Em 2008, os investimentos aconteceram em ritmo lento, os preços subiram, mas logo no ano seguinte o ritmo começou a acelerar novamente e os investimentos em novos empreendimentos recomeçaram.
Para este ano, o Sindicato da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) estima um crescimento de 8,8% na participação do setor na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Conforme o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe, este resultado é fruto da influência direta da indústria da construção na geração de empregos, consumo e produção de matérias.
Dados da entidade mostram que a retomada do crescimento aconteceu já no início de 2009. Em Maringá, chegou a faltar mão de obra qualificada para atender à demanda do mercado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho, foram admitidos 3.669 serventes de obra foram contrados, 405 carpinteiros e 248 profissionais armadores de estrutura de concreto armado. Entre contratações e demissões, o saldo de empregos gerados foi positivo na maioria das funções da construção civil.
O otimismo é fruto da retomada dos investimentos dos grandes e pequenos investidores. “A dificuldade por aqui é encontrar novos terrenos e mão de obra porque até o investidor que economiza seus R$ 500 por mês está de olho nesse mercado”, afirma.
Um outro fator que pode impactar positivamente ou negativamente no setor da construção civil é a movimentação política brasileira. O engenheiro lembra que em tempos de mudança e transição de governos a economia se torna instável, as bolsas reagem com maior facilidade à especulação e, por isso, deixam de ser o melhor investimento para quem não pode arriscar o patrimônio.
Outro efeito da temporada de eleições na economia é o aumento da taxa de juros, que inviabiliza diferentes tipos de investimento. “Nem a caderneta de poupança é mais uma opção, pois os rendimentos não compensam, aí volta todo o mundo para o mercado de imóveis”, diz Alcalde.
O efeito negativo desta “corrida imobiliária” é que as pessoas acabam ajudando a inflacionar o mercado imobiliário sem garantia de manter esse fluxo de investimento. Em outras palavras, o pequeno investidor - aquele que estava com o dinheiro na caderneta de poupança, ou na bolsa - compra o imóvel e, assim que percebe uma variação de mercado, tenta vender mais caro para compra um imóvel maior. O problema é que neste compra e vende, ele pode descobrir ao final do ciclo que não tem como custear o segundo imóvel e quebra.
Fonte: site WWW.odiariomaringa.com.br
Mercado | Criado em 21/02/2010 02:00:00 / Atualizado em 21/02/2010 02:00:00
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