FOLHA DE LONDRINA, 04 de fevereiro de 2010 | Economia
Curitiba - A greve dos vigilantes vai para julgamento de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) ainda sem data marcada. Ontem, os trabalhadores tiveram uma nova audiência com o sindicato patronal, mas não chegaram a nenhum acordo. As empresas ofereceram um reajuste salarial que inclui a reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real e vale-alimentação de R$ 15.
O TRT determinou que os funcionários de duas das quatro empresas que fazem transporte de valores voltem ao trabalho (Proforte e Brinks). No entanto, até o fechamento desta edição, isso não tinha acontecido na prática.
Os trabalhadores querem reajuste salarial de 8%, vale-alimentação de R$ 15, piso de R$ 800, redução do prazo para compensação de horas extras e que os dias parados não sejam descontados. Por dia, os vigilantes transportam cerca de R$ 50 milhões em todo o Estado. Aproximadamente 2,4 mil trabalhadores estão ligados ao sindicato no Paraná.
A greve já começa a trazer mais problemas para os clientes de bancos até porque esta semana acontece o pagamento dos aposentados e pensionistas e também dos trabalhadores da ativa. A situação está pior em caixas eletrônicos que ficam fora de agências como em shoppings e supermercados. Os usuários são obrigados a procurar mais de um lugar para conseguir sacar dinheiro.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha