BEM PARANÁ, 02 de fevereiro de 2010 | Paraná
Transporte de valores
Trabalhadores deflagram greve
Desde ontem os trabalhadores do transporte de valores de todo o Estado paralisaram as atividades
Da Redação
Categoria promoveu concetrações em frente das empresas (foto: Jonas Oliveira) Desde ontem os trabalhadores do transporte de valores de todo o Estado paralisaram as atividades reivindicando melhores condições de trabalho. Segundo o sindicato que representa a categoria, nenhum carro-forte saiu das empresas em direção às agências bancárias. A greve é por tempo indeterminado.
A previsão do Sindicato dos Vigilantes do Transporte de Valores do Paraná (SindVigilantes) é que deva faltar dinheiro nos bancos nos próximos dias. “A partir de hoje a situação vai ficar ruim e só tende a piorar no decorrer dos dias, porque nesta semana acontece a maioria dos pagamentos de salários”, explica o presidente do SindVigilantes e da Federação Estadual dos Vigilantes, João Soares.
De acordo com Soares, a greve começou devido à recusa da proposta do sindicato patronal, que ofereceu aumento real de apenas dez centavos, considerada incoerente pela categoria. O SindVigilantes pedia 10% de reajuste real, além de R$ 16,00 de aumento no vale alimentação. “Ainda não temos nada marcado com os patrões e eles ainda não se posicionaram sobre a paralisação”, informa.
Ainda segundo o presidente do sindicato, as agências bancárias estariam limitando os saques diários a R$ 300,00 para evitar o desabastecimento. “Em breve vai começar a faltar dinheiro em Curitiba e região porque a demanda é muito grande”, afirma. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) não confirma a informação sobre limitação de saques e informa que a orientação da entidade às empresas de transporte de valores é de que seja garantido o fornecimento de dinheiro.
Procurado pela reportagem, o Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná (Sindesp-PR) informou, por meio de sua assessoria, que não irá se posicionar sobre a paralisação por entender que a categoria pertence a outro sindicato.
Segurança — Apenas os seguranças que trabalham no transporte de valores pararam. Os trabalhadores da vigilância patrimonial — que trabalham na segurança de bancos e empresas — aceitaram a proposta oferecida pelos patrões. As empresas garantiram à categoria reajuste real de 8,5%, adicional de risco de R$ 100,00 e aumento no vale alimentação
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